Monografia na área de TI – Parte I

Olá Pessoal!

Hoje, trago a vocês algumas dicas sobre como escrever sua monografia para a área de TI.


São dicas que vão desde auxílio tecnológico, passando pela escrita até a apresentação.

1 – O comprometimento

Antes de tudo, deixo claro uma coisa: – Não espere de forma alguma chegar na matéria de “metodologia científica” ou de “texto técnico científico” para saber do que você quer escrever na sua monografia.

Entre no curso seja de graduação ou pós-graduação já sabendo o que vai escrever, nos cursos de mestrado e doutorado, pelo que tenho visto, os alunos tem entrado com a dissertação ou tese já na cabeça, então a dica nem vale tanto.

Mas para você que está começando agora se comprometa desde o início do curso com a monografia!

2 – O tema

O Tema da sua monografia quem escolhe é você e, claro, sempre voltado para a área do seu interesse e de estudo do curso.

Muitos amigos da área me questionam sobre bons temas para se escrever no TCC, e sempre dou a mesma resposta: Você tem de escrever sobre o que você se interessa e no que você é bom!

Quando cursei Ciência da Computação escrevi sobre Redes Wireless, pois tenho muito interesse sobre o assunto e na época havia feito uma rede wireless no conjunto residencial em que morava para compartilhar a Internet com amigos.

Quando cursei o MBA em Segurança da Informação também escrevi sobre Redes Wireless, pois meu interesse ainda permanece e atualmente tenho configurado muitas redes wireless residenciais e volta e meia tenho notado que são alvos de ataques de lammers ou crackers.

Então como é um assunto que domino e tenho muito interesse o tema de ambas as monografias foram as redes wireless.

Sendo assim, para você sempre escolha um tema de seu interesse e que tenha domínio ou ao menos facilidade de aprendizado.

3 – O objetivo de pesquisa

Toda monografia deve possuir um objetivo de pesquisa, ou seja, em que a sua monografia vai agregar para o mundo?

Neste momento você deve confrontar o seu tema com um problema reconhecidamente conhecido e se motivar a partir deste problema para encontrar uma proposta como solução.

Como assim? Lembra que comentei sobre meu tema ser Redes Wireless? Qual é então meu objetivo de pesquisa? Naquela época de graduação me confrontei com um problema real: ao chover a rede wireless ficava “lenta” e as vezes o cliente desconectava.

Encontrei um problema que hipotéticamente estava relacionada à chuva. E agora? Este seria meu objetivo de pesquisa. A partir de uma hipótese eu iria provar ou não a interferência da chuva nas redes wireless. E também, o que mais pudesse abstrair desta pesquisa.

Durante a pós-graduação também falei que volta e meia amigos reclamavam que a rede wireless que tinha em casa ficava lenta ou até mesmo caia o sinal. E agora? Antes eu tive a hipótese que era a chuva, mas agora não tem como ser a chuva pois a rede wireless é indoor… Bem ao analisar grosseiramente vi que estavam sendo alvos de ataques e que não havia muito o que fazer, pois os modelos que estavam utilizando não possuíam um IDS ou IPS, o que eu poderia fazer era adotar medidas de segurança mais rígidas e analisar o comportamento.

O problema de não possuir sistemas de IDS me impulsionou ao meu próximo objetivo de pesquisa. Desenvolver um sistema de IDS para roteadores wireless domésticos, porém vi que já haviam inúmeros no mercado, bastava comprar o modelo com essa função.

Como anteriormente um amigo havia escrito sua monografia baseado em inteligência artificial veio o seguinte questionamento. Não seria possível utilizar técnicas de inteligência artificial para desenvolver sistemas de IDS mais eficientes ou computacionalmente mais otimizados? Surgia então mais um objetivo de pesquisa…

Então lembre-se: O objetivo de pesquisa está relacionado geralmente a provar uma hipótese, propor algo novo, gerar novo conhecimento e, obviamente, que tenha relevância para o mundo acadêmico ou profissional. Jamais tenha como objetivo de pesquisa propor mais um método de algo que já está mais que massificado ou que não melhora em nada os métodos já existentes.

4 – O orientador

Bem, aqui está algo que não diz respeito somente à você: A escolha do Orientador.

As dicas que dou são as seguintes:

– O orientador deve ser especialista no tema de seu trabalho. (tema é diferente do objetivo de pesquisa!)

– O orientador deve ter tempo para lhe orientar.

– O orientador deve querer lhe ajudar e lhe orientar, jamais force a barra!

– Digo mais, o orientador deve se sentir empolgado com o seu tema e realmente querer lhe ajudar na sua pesquisa.

– O orientador deve conhecer metodologia científica e escrita de texto técnico, por mais que não seja profundamente.

5 – Revisão bibliográfica

Este é um momento delicado, pois a revisão bibliográfica irá sanar as suas deficiências sobre o tema abordado e até mesmo as vezes mostrar que o seu objetivo de pesquisa já foi avaliado por inúmeras outras pessoas ao longo dos anos.

Não se preocupe, isso é normal, porém aumenta-se o cuidado com a cópia e o plágio. Neste momento deixo claro uma coisa: A banca sempre vai saber quando você copiou, plagiou ou mandou fazer seu trabalho, não cogite jamais essa possibilidade! Você vai se dar mal!

Recomendo iniciar sua revisão bibliográfica pelos livros dos grandes autores do seu tema, Tanenbaum é um exemplo para quem quer abordar sobre redes de computadores, assim como Zadeh está para a Teoria Fuzzy e por aí vai. Consulte o seu orientador para não deixar de fora os livros dos grandes nomes do seu tema.

Continue catalogando artigos, monografias, dissertações e teses relacionadas. Eu sempre busco inicialmente por dissertações, depois artigos de mestres e doutores e, por fim, avalio monografias e teses. O motivo é simples, geralmente monografias por serem o primeiro nível podem não ser tão consistentes e as teses estão no outro extremo, podem conter aprofundamento além da minha necessidade e compreendimento naquele momento. Mas não os deixo de consultar…

Selecione ao menos dois livros base e ao menos oito trabalhos relacionados para servirem como base para a sua monografia.

Utilize técnicas como fichas de leitura, marca-textos, classifique os tipos de fontes bibliográficas, leia e estude bastante!

Bem, hoje irei parar por aqui, em breve posto novamente, dando continuidade nas dicas para a sua monografia na área de TI.
Referências: http://alexfeleol.com.br/2011/09/16/livro-metodologia-de-pesquisa-para-ciencia-da-computacao/

Até mais!

Alex Feleol

4 Respostas para “Monografia na área de TI – Parte I

  1. Ótimo assunto Alex! Gostei muito do que você falou, bem consistente. Já passei por essa fase e realmente nos sentimos perdidos e sem orientação. Alguns até brincam e chamam o orientador de ‘desorientador’, rsss.

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