Tipos de Hackers

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Muitos hackers de computadores, maliciosos ou não, costumam utilizar um conjunto de termos e conceitos específicos. Na década de 1980, esse jargão foi coletado em um arquivo (The jargon File) posteriormente ampliado e editado por Eric Raymond em forma de livro.

O jargão hacker inclui termos para designar várias categorias (tipos) de hackers:

White hat (“chapéu branco”) é um hacker que estuda sistemas de computação à procura de falhas na sua segurança, mas respeitando princípios da ética hacker. Ao encontrar uma falha, o hacker white hat normalmente a comunica em primeiro lugar aos responsáveis pelo sistema para que tomem as medidas cabíveis. Muitos hackers white hat desenvolvem suas pesquisas como professores de universidade ou empregados de empresas de informática.

Black hat (“chapéu preto”) é um hacker que não respeita a ética hacker e usa seu conhecimento para fins criminosos ou maliciosos; ou seja, um cracker. Também chamado dark-side hacker (“hacker do lado negro”) por referência à série de filmes Star Wars.

Gray hat (“chapéu cinza”) é um hacker intermediário entre white e black: por exemplo, um que invade sistemas por diversão mas que evita causar dano sério e que não copia dados confidenciais.

Newbie (“novato”), muitas vezes abreviado “NB“, é o termo usado (em sentido um tanto pejorativo) para designar um hacker principiante.

Lam(m)er (“capenga”), ou então script kiddie (“moleque de script”), alguém que se considera hacker mas que, na verdade, é pouco competente e usa ferramentas desenvolvidas por outros crackers para demonstrar sua suposta capacidade ou poder

Phreaker (combinação de phone com freak, que significa “maluco”) é um hacker especializado em telefonia (móvel ou fixa).

Hacktivist (combinação de hacker com activist) ou “hacktivista” é um hacker que usa suas habilidades com a intenção de ajudar causas sociais ou políticas.

E o Cracker?

Por volta de 1990, com a popularização da internet fora das universidades e centros de pesquisa, alguns hackers passaram a usar seus conhecimentos para “invadir” (conseguir acesso não autorizado a) computadores alheios. Por exemplo: em 1988, o estudante Robert Tappan Morris tirou proveito de uma falha pouco conhecida no protocolo de correio eletrônico Simple Mail Transfer Protocol (SMTP) para criar o primeiro “verme” da internet, um programa que invadiu milhares de computadores de maneira autônoma.

Mesmo quando efetuadas apenas por diversão, como nesse caso, estas invasões causavam grandes transtornos aos administradores e usuários dos sistemas. Como os invasores eram hackers, o termo adquiriu uma conotação negativa. Para muita gente, ele passou a significar “invasor de sistemas alheios”. Muitos hackers honestos se ressentiram desta mudança de sentido:

“     Nós aqui no TMRC usamos os termo ‘hacker’ só com o seu significado original, de alguém que aplica o seu engenho para conseguir um resultado inteligente, o que é chamado de ‘hack’. A essência de um ‘hack’ é que ele é feito rapidamente, e geralmente não tem elegância. Ele atinge os seus objetivos sem modificar o projeto total do sistema onde ele está inserido. Apesar de não se encaixar no ‘design’ geral do sistema, um ‘hack’ é, em geral, rápido, esperto e eficiente. O significado inicial e benigno se destaca do significado recente – e mais utilizado – da palavra ‘hacker’, como a pessoa que invade redes de computadores, geralmente com a intenção de roubar ou vandalizar. Aqui no TMRC, onde as palavras ‘hack’ e ‘hacker’ foram criadas e são usadas com orgulho desde a década de 1950, ficamos ofendidos com o uso indevido da palavra para descrever atos ilegais. Pessoas que cometem tais coisas são mais bem descritas por expressões como “ladrões”, “‘cracker’ de senhas” ou “vândalos de computadores”. Eles, com certeza, não são verdadeiros ‘hackers’, já que não entendem os valores ‘hacker’. Não há nada de errado com o ‘hacking’ ou em ser um ‘hacker’.     ”      — TMRC (Tech Model RailRoad Club)

Como parte deste esforço, hackers honestos propuseram o termo “cracker” para os seus colegas maliciosos. Atualmente (em 2012), o sentido pejorativo de “hacker” ainda persiste entre o público leigo. Enquanto muitos hackers honestos usam esse nome com orgulho, outros preferem ser chamados “especialista em segurança de dados” analista de sistema, ou outras frases similares.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Hacker

Alex Feleol

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